
com a câmera nas maos saiu comigo todo faceiro às quatro. O pai de bem longe deixou o assunto na mesa, o olhar de soslaio e o gesto atrevido no bolso da calça. Sorria tao bonito que parecia congelado pq nao se mexiam os lábios.. uma constância inútil e tola. Estampidos de fogos rugiram lá fora e, como se a cortina vermelha se abrisse, o medo entrou . A câmera temblou e o diálogo pouco a pouco convidou o silêncio.
enquanto a praça fervia, as colheres davam voltas mudas na borda das xícaras.
*fotografia de Pablo di Giulio, Cafés de Vienna (1994).
