11 août, 2008

Thérèse - part 1

Pensei nele com os olhos líquidos. Minhas retinas sempre roubam as mãos de Henri de Toulouse-Lautrec para pensar, diariamente. Assim feito, pensei azul dele. Fomos uma gota de vida salpicada por melodias de Gerry Muligan.

Só assim pudemos suportar as raizes aéreas que cultivávamos em sentidos contrários.

Conhecê-lo logo após a partida de meus pais lançou-me naturalmente em uma estrada longa, determinada em grande medida pelo medo de sentir-me só em meio a poeira de fatos que começava a rodear-me. Após muitas vilas, famosas ruas e ligeiros restaurantes llenos de charmosidade, paramos naquela cidade, de ruas cheias e plazuelas blancas. O amor callejero tatuou-se no centro da cidade em uma esquina de vidros frente à muros de tijolos à vista. Pedras, talvez.


*picasso